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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Baile de Casais - Chapter III


Baile de Casais.
Chapter III

por Elizabeth Bennet.


A imagem que havia formado da senhorita Woodhouse era das mais positivas pois, ao contrário do que Emma pensava, o sr. Knightley havia enumerado para a nova amiga todas as qualidades e dotes da antiga amizade. Dessa forma, era natural que Lizzie se sentissee como alguém que já conhece outra pessoa de tanto ouvir sobre seus gostos e pensamentos. A frieza polida da senhorita da casa, todavia, foi o suficiente para aplacar a vivaz moça imaginada e aguardada naquele casarão. Claro que diante de alguns comentários de George, Lizzie já havia intuído sobre algum excesso de cuidados ou "frescuras" da parte de Emma e de seu pai... Mas jamais podia esperar ser tratada de forma não... arrogante. Se a senhorita Woodhouse estava indisposta para visitas, ou não estivesse em seus melhores humores, o casal Gardiner e Lizzie em nada tinham culpa.
Mas enfim, aquele tratamento acabou por reforçar a teoria que E. Bennet começava a criar em sua mente: posições de poder pareciam anular ou diminuir em muito as chances de espontânea sociabilidade das pessoas. Ela tomava o exemplo do senhor Darcy. Agora já não visto como um mau homem, mas ainda assim, responsabilizado por haver demonstrado introspecção tão logo se conheceram. Tamanha introspecção que lhe conferiu uma postura semelhante à arrogância e prepotência. E que também, Lizzie constatava, o impediu de demonstrar o interesse romântico nutrido em sigilo. Talvez, se ele o tivesse feito, ela poderia tê-lo desencorajado educadamente. Mas as coisas se desenrolaram do modo mais desagradável possível.... O senhor...

- ...DARCY? - exclamou, ainda mentalmente, ao percebê-lo naquela sala, junto à sua irmã Georgiana trazidos por Emma. - "Meu Deus, o que ele fazia ali?! Seria amigo da família? Oh, não, por favor, por favor, por favor..."

Enquanto Lizzie orava em seu interior, quase rogando para que um buraco aparecesse naquela sala e ela pudesse se enfiar ali, Darcy também manteve-se emudecido, enquanto Georgiana olhava para ambos com um misto discretíssimo de surpresa e curiosidade. O senhor de Pemberley havia - para aqueles que o conheciam bem, a exemplo de sua irmã - perdido boa parte da postura senhorial, não percebendo que fitava Elizabeth de modo quase contemplativo. O fato de não esperar tornar a vê-la ainda naquele ano atribuía àquele encontro o título de maior surpresa daqueles últimos meses, desde que Lizzie estivera com os tios em Pemberley. E tamanha surpresa o desconsertara, fazendo-o apertar o cabo do guarda-chuva e esquecer de deixá-lo com o criado do senhor Woodhouse. Darcy detestava ter as coisas fora de seu controle, mas ao menos naquele instante, não sentiu qualquer má sensação por ficar sem ação.

Da parte de Elizabeth, ela mudou o rumo de sua prece, agora desejando ardentemente que ninguém ali - especialmente Darcy - percebesse seu desconforto. Os músculos retesados, o coração a mil e a cabeça que começou a pesar. Sempre tinha dores de cabeça quando passava por uma emoção intensa. E agora enfrentava não só uma, mas três: vergonha, arrependimento e cólera por sentir-se quase perseguida por esses sentimentos. "Achei que já havia superado... eu... eu superei!" - pensou respirando fundo e erguendo os olhos, sem conseguir evitar que esses, temerosos, encontrassem os de Darcy (que sequer pôde supôr as emoções da moça). Emma, intrigada, contemplou a cena com discrição e certa satisfação. Havia algo ali e ela adorava descobrir segredos.

Da parte de George, não preciso comentar que em nada lhe agradou a idéia de Emma andando sozinha por aí. Principalmente se acompanhada por um cavalheiro. Sabe-se lá que tipo de cavalheiros andavam por aí. O mais certo, claro, seria reconstruir a frase e revelar ao próprio senhor Knightley que o que de fato lhe incomodava era Emma com qualquer cavalheiro de porte agradável, principalmente se esse não fosse o próprio George Knightley...


***

Já sentados à mesa, Emma e seu pai ocupavam as pontas, na condição de senhores da casa. Enquanto seus convidados distribuíam-se da seguinte forma: a Senhora Gardiner, Elizabeth e Sr. Knightley num lado; Darcy, Georgiana e o Sr. Gardiner do outro. Georgiana e o sr. Gardiner próximos ao dono da casa enquanto Darcy e a sra. Gardiner cerca de Emma.

Elizabeth, desesperada para manter-se na companhia de (e protegida por) seus tios, evitou ao máximo qualquer oportunidade de conversa com Darcy, apenas respondendo o essencial às perguntas por ele feitas. Diziam respeito ao trivial: sua família, a pescaria do Sr. Gardiner, e afins. Georgiana, durante a refeição, esforçaria-se por conversar com Elizabeth e vencer sua timidez, todavia, sempre que pensava em tentar uma frase, Emma dizia-lhe algo interessante. Lizzie deduziu que era nítido que ambas se dariam muito bem, afinal, a senhorita Woodhouse reunia em si todas as qualidades de uma moça prendada do círculo do Sr. Darcy...

- Então... o senhor vive em Pemberley? Nunca tive a oportunidade de estar pelas proximidades. Vem muito a Donwell? - indagou o sr. Knightley a Darcy, enquanto no outro lado da mesa, o senhor Woodhouse iniciava uma animada conversa paralela com o Sr. Gardiner sobre a atividade de pescaria e todos os riscos dessa.
- Às vezes. Apenas quando tenho negócios a resolver. Mas nunca tive a oportunidade de ficar tempo demasiado por aqui, quase nunca mais que uma noite.
- Mas para tudo há uma primeira vez, não é o que dizem? Nesse caso, deve-se agradecer à sua carruagem. - acrescentou Emma com um riso animador, fitando Elizabeth de soslaio.
- E à chuva... - emendou George, tentando decifrar a animação de Emma.
- Igualmente, o que não torna o ocorrido menos agradável. É sempre bom ter a oportunidade de novos conhecimentos... não é mesmo, senhorita Bennet?
- De fato. - limitou Lizzie a responder, sem esperar que Miss Woodhouse a introduzisse na conversa. Normalmente ela adora um bom diálogo, mas por hora, ainda mantinha-se reservada.
- Diga-me, sr. Darcy, sempre passa por esse condado a negócios nessa época do ano?
- Não necessariamente, usualmente resolvo meus negócios passando por... - ele pausou, olhando Lizzie discretamente, quase por reflexo -  Bourgh. No caminho da casa de minha tia. - dito isso, ele encenou um levíssimo riso a fim de disfarçar a sombra que lhe pesou os traços ao lembrar da proposta de casamento frustrada e deduzir que Elizabeth agora fazia o mesmo.
- Oh, seria ela a Lady Catherine de Bourgh? - Arriscou Emma,  dirigindo-se aos irmãos Darcy tão logo associou o sobrenome Darcy à senhora Anne Darcy, falecida irmã da famosa Lady Catherine.
- Ela mesma. - respondeu Georgiana enquanto assentia afirmativamente com a cabeça [e finalmente tinha uma fala nesses três capítulos da nossa história O.õ].
- Papai a conhece! Há alguns anos, mas nunca mais se viram. Nesse caso devo imaginar que veio por aqui negociar algo em seu nome?
- Não, no nome de um amigo. O senhor Bingley.
- Charles Bingley?
- Exato.

Elizabeth então ergueu os olhos, o mundo era realmente um lugar muito pequeno.

- Não foi ele quem quase comprou uma propriedade em Hertfordshire?
- O próprio.
- Olhe Lizzie! Não muito distante de sua casa.
- De fato. Tive a oportunidade de conhecer o senhor Bingley. Há algum tempo. Creio que por volta de pouco mais de um ano.
- Que coisa! Cada vez mais me convenço que na Inglaterra as pessoas que não se conhecem ainda, certamente um dia se conhecerão.
- Tome-lhe por exemplo, senhor Knightley! - divertiu-se a Sra. Gardiner - Três meses atrás meu marido e eu apenas ouvíamos falar, sempre muitíssimo bem, do senhor. Mas jamais eu poderia imaginar que estaríamos hoje ceando com o senhor e seus amigos, bem como convidados a passar algum tempo conhecendo esse lindo condado. - finalizou, alargando um "riso-cupido" para a sobrinha.
- E repito as palavras que disse mais cedo na carruagem: não aceito que se vão tão cedo! Minha propriedade possui um lago que, creio eu, o sr. Gardiner apreciará. E como disse à Miss Elizabeth Bennet, minha biblioteca anda há três meses parada. Além de eu lhe ter prometido mostrar alguns livros de capa azul...
A senhorita Bennet sorriu, entendendo a referência a uma das muitas conversas sobre livros que eles travaram em todo esse tempo.
- Mas... eu achei que o senhor não tinha mais esses livros em sua casa.
- Engana-se! Escrevi, bem antes de virmos, ao sr. Philliph, que estava com meus exemplares... Os livros se encontram em minha casa há exatos três dias. Mas hoje pela tarde esqueci de dizer-lhe.

Ela riu mais, deliciando-se com a boa surpresa, sem perceber a irritação da senhorita Woodhouse a não estar inclusa naquele assunto - apesar de tratar-se de algo normal, como leitura. Quanto a Darcy, esse atentava para como Lizzie conseguia ser amável, um comportamento que ele percebeu não ocorrer freqüentemente na sua presença. No decorrer do jantar a falta de cerimônias entre "George" e "Lizzie", que por alguns momentos chamavam-se nos ditos termos, somado ao fato dele parecer partilhar muitos gostos com ela, e essa corresponder ao interesse fez surgir em Fitzwilliam Darcy um lampejo de inveja, ou algo próximo disso.



CHAMADA DO CAPÍTULO SEGUINTE (escrito por Miss Woodhouse):
FIGHT & BLOOD!... Será que Georgiana terá uma fala maior que 2 palavras?

NÃO PERCA O PRÓXIMO EPISÓDIO DE "BAILE DE CASAIS"... 
Uma história de valsas, contra-danças e muitos, mas muitos pisões de pé!



14 de Setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Baile de Casais - Chapter II

                                                                  Baile de Casais.
                                                                       Chapter II
por Emma Woodhouse.

Emma sentia-se angustiada. Fazia três meses que Sr.Knightley tinha ido visitar seu irmão em Londres.  Pra falar a verdade não era isso que a angustiava, mas um certo comentário em uma carta enviada por Isabella. Quem diria. George Knightley preferindo a companhia de outra dama. Emma nunca tinha sentido ciúmes de George antes, até porque, por mais que ele negasse, o Sr.Knightley preferia a companhia da Srta.Woodhouse a qualquer outra.
Antes mesmo que pudesse formular outro pensamento, Emma ouviu a voz de George entrando na biblioteca.
- Minha querida Emma. Tenho uma surpresa para você!
Ao se voltar para ficar de frente com o Sr.Knightley, o sorriso de Emma morreu em seus lábios.
- Está é uma Grande amiga que conheci em Londres. E imaginei que seria bom que você a conhecesse. – continuou sem notar a expressão fria nos olhas de Emma.
“Pois pensou errado” pensou a Srta.Woodhouse. Mas como era a anfitriã da casa, teria que pelo menos ser cordial.
-Emma, essa é a Srta.Elizabeth Bennet. Srta. Bennet, essa é Emma Woodhouse, irmã de Isabella.
- Srta.Bennet, é um prazer conhecê-la – Mantinha um sorriso cortês, porém frio e distante.
-Srta. Woodhouse, eu já ouvi falar muito de você.  Sua irmã e George sempre mencionavam seu nome.
“George? Ela já o chama pelo nome de batismo! E eu, que o conheço desde os meus três anos o chamo de Sr.Knightley” Emma pensou indignada.
-Imagino que o Sr.Knightley tenha enumerado todos os meus defeitos – Emma comentou sem seu usual humor.
George notou a animosidade que vinha de Emma, ma não comentou nada, então continuou:
- Deixe-me também apresentar os tios da Srta.Bennet: O Senhor E a Sra. Gardner.
Emma fez uma breve mesura, e continuou:
-Sr. Knightley. Srta. Bennet, Sr e Sra. Gardner, se me acompanharem poderão encontrar meu pai na sala estar.
Após as usuais cortesias e etiquetas usadas em um novo conhecimento, Emma prosseguiu:
- Agora se vocês me perdoarem, terei que me ausentar. Infelizmente como não tinha conhecimento da chegada de vocês, marquei um compromisso. Mas por favor, sintam-se convidados para o jantar.  Não sei se chegarei a tempo, mas tenho certeza que papai vai adorar fazer companhia aos senhores.
Emma notou um olhar de censura em George, mas não deixou que esse a interrompesse:
- Peço desculpas novamente, mas realmente não posso declinar do compromisso anterior. Se tivessem, pelo menos, me enviado uma nota, teria me organizado melhor.
E saiu antes que alguém comentasse qualquer coisa.


Emma não tinha certeza para onde ia. Apenas caminhava. Quando percebeu, estava na Igreja.
“Espero que o Sr.Elton não esteja.” Pensou.
Entrou. Sentou. E sem bem saber o que fazer, ajoelhou-se e começou a rezar:
“Meu querido Deus. Todos os Domingos estou aqui. Sempre tento ajudar os mais necessitados, e tenho até conseguido lidar melhor com a Srta. Bates. Nunca mais fiz um comentário maldoso sobre Jane Fairfax!  Enfim, na realidade, eu gostaria de fazer um pedido. Não deixa que aquela  mulher conquiste o coração do Sr.Knightley Como amiga dele, eu tenho que desejar o melhor para ele, e eu percebo que ela não é certa para ele....”
Antes que Emma pudesse continuar, foi interrompida por um trovão, e por uma chuva que já caia fortemente.
“Que maravilha... logo hoje que esqueci meu guarda-chuva. Talvez o certo a fazer seja ir até a sacristia, e pedir um guarda chuva a Sra. Elton.”
Não muito animada com a situação, Emma foi até a sacristia. Quando entrou, percebeu que o Sr e a Sra. Elton estavam acompanhados por um jovem casal.
- Srta. Woodhouse, a que devo a honra de sua visita? – a Sra. Elton falou de forma afetada.
- Boa tarde Sra. Elton. Perdoe-me, não sabia que estavam acompanhados. Apenas vim pedir emprestado um guarda-chuva.
- Desculpe-me. Deixe-me apresentá-la ao Sr.Darcy de Pemberley, e a sua irmã, a Srta. Georgiana Darcy.
Emma fez uma breve cortesia, e sorriu amavelmente.
- É um prazer conhecê-los, e desculpe-me novamente por ter interrompido.
- Não se incomode Srta. Woodhouse – começou o Sr.Darcy com um sorriso educado- Apenas paramos aqui porque nossa carruagem quebrou a caminho da estalagem. Mas se a Srta quiser, eu e minha irmã lhe acompanharemos até a sua residência.
- Eu sinceramente não quero incomodar, mas como não tenho um guarda-chuva, e não quero me arriscar pegar um resfriado, vou aceitar. Quando chegar a casa, enviarei uma carta até a estalagem, reservando dois quartos, e mandarei preparar a carruagem para que vocês não se cansem tanto de esperar. – Emma respondeu com um sorriso.

Depois dos pormenores terem sido resolvidos, o trio saiu da paróquia em direção a casa de Emma. No caminho foram conversando amenidades, e os três se sentiram confortáveis na presença um do outro. Até mesmo Georgiana tinha perdido um pouco a timidez.  Quando chegaram a casa, Emma percebeu que o jantar não tinha começado, então os convidou para permanecer mais um pouco.
- Não queremos incomodar... - começou o Sr.Darcy mas logo foi interrompido.
- Por favor, faço questão que fiquem. Depois de terem feito a delicadeza de me acompanhar debaixo dessa chuva, o mínimo que devo fazer é enviar vocês bem alimentados para estalagem.
Sem dar tempo para eles responderem, Emma os levou até a sala de Jantar.  Quando chegaram à sala de estar, Emma foi recebida por um Sr. Knightley nervoso que logo comentou:
- Emma, como você sai nesse tempo inconstante sem pelo menos um guarda-chuva... – mas quando percebeu a presença dos dois estranhos, se calou.
- Não precisa se preocupar Sr.Knightley eu vim acompanhada. Deixe-me apresentá-los ao Sr e a Srta. Darcy de Pemberley.
Nesse momento Emma não pode deixar de notar um olhar assustado em Elisabeth Bennet, e uma olhar que ela não compreendia bem em George. Talvez fosse ciúmes?

 Chamada do Próximo Capítulo - (Escrito por Elisabeth Bennet)
Tadah!!!Finalmente!!!!!!!!!! O que será que vai acontecer no próximo capítulo???? Elisabeth vai fugir para as montanhas? George está com ciúmes?? O Sr.Darcy vai agarrar Elisabeth e ensiná-la quem manda na parada???? Georgiana vai ter uma fala...O.O????

sábado, 27 de agosto de 2011

Baile de Casais - Chapter I

. Baile de Casais .
Chapter I

- por Elizabeth Bennet.

Isso mesmo, Lizzie, você terá oportunidade de conviver com as pessoas de Londres. Claro, há alguns tão arrogantes com seus egos inflados, todos cheios de si, mas também haverá conversas diversificadas, e é uma grande alegria estar em companhia dos tios Gardiner. Da última vez que esteve com eles houve aquele encontro com o Mr. Darcy e Georgiana... não que tenha sido ruim, mas teve seus momentos de desconforto. É estranho encontrar alguém que te dedicou um pedido de casamento e agir como simples conhecidos. Que vergonha, isso ainda aconteceu na propriedade dele! Oh, Lizzie, que vergonha de você mesma!

- Lizzie, olhe! Chegamos!

- ... Ah, que linda vista, Tia Gardiner!

- Nessa época Londres está ainda mais aconchegante. Você vai perceber como o clima está proveitoso.

- Tenho certeza que sim, tia.

Ah, Elizabeth... anime-se! Aproveite essa viagem e pare de se recriminar por faltas passadas. O Mr. Darcy estava cheio de pompa ao lhe pedir em casamento, demonstrava que não te via como igual. É óbvio que você fez certo em negar. Imagine-se! Casada com um homem que não a vê como uma pessoa digna de desposá-lo. Aliás, até agora não entendo como ele veio com essa história, que coisa... Você foi tão rude com ele... O que está feito, está feito. São coisas da vida e torço pra que ele ache uma rica de nariz empinado, exatamente do meio dele. Talvez a Caroline. Não...não exagere, Lizzie. Nenhum homem merece a srta. Bingley.

***

Já era noite quando chegaram à casa de John Knightley, casado há um tempo e já pai de seu primeiro filho com a senhora Knightley (antigamente conhecida por Isabella Woodhouse). Era um ambiente agradável e o jantar parecia que seria movimentado. John, amigo de Edward Gardiner, convidara ele e família para comparecer ao jantar que daria naquela noite. O senhor e a senhora Gardiner trataram de levar sua sobrinha para apresentá-la ao casal Knightley, por quem tinham sincera estima e afeição.
Tudo ocorreu muito bem, a senhora Knightley era gentil e senhora Knightley um anfitrião refinado, mas não menos gentil, como todos os anfitriões deveriam minimamente ser. Comunicara aos amigos com satisfação que seu irmão mais velho, residente no condado de Donwell, chegaria para passar uns dias em companhia da família. Uma notícia que Elizabeth recebeu com maiores detalhes de Isabella, que lhe fez companhia (juntamente com a sra. Gardiner) todo o tempo antes do jantar. A senhora Knightley sentiu-se confortável para descrever seu cunhado, ainda não conhecido por Mrs. Gardiner. Não lhe faltaram adjetivos suficientes para convencer qualquer interlocutor do caráter e modos apreciáveis de George. Por ela descrito como um perfeito cavalheiro.

- Oh, lá está ele! - sinalizou a mulher enquanto pedia licença para recepcionar o irmão de seu esposo, juntamente com esse.

George Knightley era um homem bem afeiçoado, de poste elegante como seu irmão. Mas tinha a seu favor uns anos a mais, que lhe atribuíam certa maturidade, além de uma eloquência para expressar-se e chamar a atenção de alguém que apreciava uma boa conversa... exatamente como Elizabeth Bennet. Dito isso, deixo a cargo dos leitores se questionarem se foi o acaso ou os cálculos da sra. Gardiner em ceder seu lugar para Lizzie que fizeram Elizabeth sentar-se justamente ao lado de George naquela ceia que transcorreu durante a noite.
Com o ambiente propício e companhias de tão boa disposição para conversas inteligentes e animadas, não foi de se espantar que o vizinho de Emma Woodhouse e a paixão de Mr. Darcy iniciassem trocas de idéias, que foram se diversificando durante a noite, indo desde o campo até a cidade, passando por jogo de Cricket e bailes. Durante a conversa, a senhorita Bennet pôde intuir que George tinha uma boa condição econômica, ao menos era melhor que a dela, disso ela teve certeza. Mas não houve qualquer impressão de superficialidade ou pequenez de espírito ligadas a ele; pelo contrário, o sr. Knightley parecia um homem amável e sincero em suas opiniões - que em muito se aproximavam das de Lizzie. Além de defender suas idéias com uma paixão gentil, algo que Elizabeth aprovou e admirou, pois ela também não conseguia defender idéias em que não acreditava, e quando as defendia, o fazia com o fervor típico da paixão.
A noite se findou e outros dias de novas conversas vieram, de modo que tanto a senhora Gardiner quando a senhora Knightley começaram a perceber que entre os dois havia tantas afinidades que uma paixão poderia florescer daquela ligação. Algo que a tia de Lizzie não apenas desejou com alegria, como também passou a incitar a sobrinha, mencionando inclusive o fato do senhor George jamais haver se casado - sempre cheia de cuidados para que suas intenções não fossem percebidas pela Bennet.
Fruto das idéias da tia ou de suas próprias contatações, Elizabeth pegou-se, algumas vezes ao longo daqueles dois meses de convivência, pensando em como o sr. Knightley era uma partido ideal para uma mulher de sorte.


Miss Bennet.






CHAMADA DO CAPÍTULO SEGUINTE (escrito por Miss Woodhouse):

Será que da amizade entre George e Elizabeth sairá coelho [!]? Será que Emma já casou todos os habitantes do condado de Surrey? E Darcy já foi laçado pela vil Caroline Bingley?
NÃO PERCA O PRÓXIMO EPISÓDIO DE "BAILE DE CASAIS"... Uma história de valsas, contra-danças e muitos, mas muitos pisões de pé!


Continua...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O acaso ( Parte III )

                    Querida Annie,
                      Sei que nos conhecemos hoje e venho por meio desta carta dizer o quanto feliz estou em conhecer uma pessoa bela, simpática, de um carisma luminoso e um jeito tão doce. Creio que ao começar a ler esta carta você me achara um louco por ter feita tanta loucura em um único dia. Mas saiba que gostaria de te-la em meu vinculo de amizades já que vi que suas idéias combinam com as minhas e isso é fundamental para uma amizade fixa e duradoura. Gostei de conhecê-la e gostaria de vê-la, mas vezes e discutirmos vários livros e vários romances que tenho em minha bela biblioteca.
                   Atenciosamente,
                  Albert Willeby
E após o termino da leitura ela percebeu que ainda tinha uma coisa no livro que era uma rosa murcha com uma fita dando o laço nela e também tinha um belo bilhetinho dizendo: Amo-te! assinado por uma moça chamada Melissa Boltstrouit. Ela por vez ignorou e sem querer deixou a flor guardada em seu criado mudo para não danificar uma recordação tão simples e bela que aparentou ser para ele. Então ela fechou o livro porem, não tinha começado a ler só passara as paginas para ver o conteúdo e então foi dormir.

Continuação... Quem sabe...

BY Marianne

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O acaso ( Parte II )

[...]

E mas uma vez, agora só, o belo rapaz se aproximou como quem não quisesse nada e retirou Annie de seus sonhos delirantes que escrevera em seu diário, ela por sua vez muito gentil, foi cordial e muito educada com o belo jovem e assim começaram uma longa conversa. Passaram a tarde as risadas, pareciam almas gemias, tinham os mesmos gosto, as mesmas expectativas sobre a vida, tudo se encaixava entre eles naquele momento. Annie nunca tivera encontrado um rapaz tão perfeito como aquele, e ficara maravilhada com aquele dia.
No mesmo dia, já em casa Annie se pegou a pensar em Albert e parando constantemente a se questionar o porquê de encontrar uma pessoa tão parecida com ela. Ate que derrepente ela já quase pronta para ir para os braços de Morfel esculta pedrinhas batendo na janela da varanda do seu quarto, ela já pronta e munida com um balde de água na mão abriu calmamente a janela e pensando ser arruaceiros qualquer jogou sem ao mesmos pensar o balde de água. Ao parar para ver se tinha acertado o alvo percebeu que tivera acertado, mas não em um arruaceiro, mas sim em Albert.
Ela muito envergonhada e de trajes íntimos, uma bela camisola longa de cetim lilás e um hobby grosso de cor semelhante, percebeu o erro e o chamou para entrar em sua casa, apesar de tarde da noite ainda estavam de pé sua mãe e seu pai, e então percebendo o ocorrido a sua prestativa a mãe de Annie pegou uma longa toalha carmim, ele por toda a educação lhe pediu obrigada e após enxugar entregou-lhe a toalha, e para sorte de Annie sua mãe irá a quintal e seu pai fora deitar então ainda intrigada por ele estar tarde da noite enfrente a sua varanda jogando pedra não impediu que ela fizesse varias perguntas.

__ Porque o senhor Mrs Willeby estava a jogar pedrinhas em minha janela? Fez ela uma cara de pura curiosidade e raiva ao mesmo tempo__ Queria o senhor pregar uma peça? TO BE CONTINUE
O rapaz já púrpura de tanta vergonha mesmo só estando ela na sala de estar respondeu calmamente.
__ Gostaria de lhe entregar isto... Então ele tirou da bolsa um belo livro com o Titulo Heróis de uma Nação, um tipo de romance de cavalaria típico ao gosto dela. __ Achei entre meus livros de leitura do nada e pensei em trazer para a senhorita ler já que gosta tanto de historias de guerras e romances de cavalaria.
Ela sem jeito e ate muito feliz com o belo livro que fora emprestado a ela agradeceu com um belo sorriso e um aperto de mão e perguntou qual o prazo de entrega do livro a Albert. Ele voltando a se tornar vermelho disse que não haveria prazo e que qualquer livro que achar e que Annie fosse gostar traria. Detalhe convém ressaltar Annie sempre foi uma leitora muito fervorosa e acabava livros MUITO RAPIDAMENTE.
Então ele se despediu, pediu desculpas por esse infortúnio, mas uma vez e retirou-se para sua casa que não ficara muito longe da dela.  Ela por sua vez subira a seu quarto outra vez e dessa vez não abrira o diário para contar de sua novidade, mas sim o viu ir rua a dentro pela noite a fora, já que sua varanda dava direto para a rua principal. Ela sem avistá-lo mas, abriu o livro e encontrou uma carta em papel manteiga e com letras garrafais endereçada a ela e como ela tinha um olfato apurado sentiu um leve aroma de rosas ao abrir a carta. Com isso Annie abriu a carta que dizia: ...

TO BE CONTINUE...

BY  Marianne

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Acaso


Por incrível que pareça tudo tem inicio em um dia chuvoso de verão, tudo estava exatamente em seus lugares cadeiras, quadro, birô e a única pessoa presente neste recinto era uma linda garota morena, cabelo longo cacheado, alta, belas curvas, olhos negros, rosto delicado, sorriso simples e jeito de menina. Annie Kinglest,a garota citada, estava encostada na porta desta sala, com o seu belo vestido azul, com uma leve estampa de flores muito miúdas do tipo jasmim e renda finíssima e muito delicada nas bordas do vestido, ela estava a espera de suas companheiras de classe que após o termino da aula tinham marcado de ir para a bela Cachoeira Véu do Sonho para passear ou encontrar seus amados escondidos.
Pois a partir deste dia 3 de Março 1715, Annie notara algo diferente em sua vida...
A bela Annie ao chegar na cachoeira com suas amigas, deitou-se na agradável grama, úmida, mas agora agraciada por um belo toque do sol tímido que tentara sair em meio a tantas nuvens, e começou a escrever em seu diário fiel que tinha capa de couro marrom, letras entalhadas em ouro e folhas amareladas,
                   
                  Caro diário...
                  
                   Hoje, pelo visto estou com o pressentimento de ter vindo para o lugar errado na hora errada, mas por insistência de Margareth Lestrangy acabei por vir. Preferiria eu estar lendo um belo livro em minha casa enrolada em meu cobertor ou tomar um belo chá com bolachas ouvindo meu avô falar de suas experiências no militarismo que por sinal é maravilhoso ouvi-lo contar sobre as guerras. Esta bem! Claro que este tipo de conversa não é para um tipo de garota que foi criado pelos costumes da corte francesa mas... [...]


Derrepente Margareth aparece porem, não só, mas sim com um belo rapaz alto, cabelo castanho escuro liso, olhos castanhos, sorriso belo, forte, charmoso e um perfeito cavalheiro visto aos olhos das amigas de Annie. Margô apresentou Albert Willeby para Annie, mas como ela estava tão delirante com tudo ao seu redor aparentemente não deu importância ao belo cortejo do rapaz e continuou a escrever em seu fiel amigo.
                 [...] Nossa como fui tola e mal educada com um rapaz tão galante como ele. Mas ele não morrera por essa minha atitude, pois como minha mãe sempre disse “Annie nunca der asas a um rapaz galanteador ele pode se transformar na pessoa que você pode, mas odiar.” Mas quando tiver outra oportunidade falarei com ele, mas enfim... Ai fiel amigo só de observar que quase todas as minhas amigas já estão a namorar isto me da uma peninha, gostaria de um amor arrebatador, gentil, galante, repleto de vivacidade, mas um dia quem sabe o amor não tem hora e muito menos lugar...

TO BE CONTINUE.....

By Miss Marianne